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terça-feira, 5 de julho de 2011

CGU INVESTIGARÁ MENSALÃO DO PR.

A presidente pediu uma "análise profunda" das licitações da Pasta, mas manifestou confiança no ministro.

Brasília A Controladoria-Geral da União (CGU) informou que, por determinação da presidente Dilma Rousseff e solicitação do Ministério dos Transportes, fará "análise aprofundada e específica em todas as licitações, contratos e execução de obras que deram origem às denúncias recentes sobre irregularidades no âmbito do Ministério dos Transportes e órgãos a ele vinculados".

A CGU reconheceu que a área tem um histórico de irregularidades no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Mas, segundo o texto, "a CGU pode testemunhar o esforço de melhoria que vem tendo lugar, nos últimos anos, na gestão da autarquia". Entre as mudanças está a redução do número de obras sob responsabilidade do departamento que foram paralisadas por recomendação do Tribunal de Contas da União. Segundo a CGU, em 2007, 40 obras foram interrompidas. Até junho deste ano, nenhuma parou por causa de irregularidades.

Pelo menos 18 Processos Administrativos Disciplinares e sindicâncias instauradas já foram instauradas contra 30 dirigentes e servidores da área.
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O Ministro dos Transportes é o responsável pelo processo de apuração das denúncias contra o Dnit.

Busca de apoio

Depois de ter sido confirmado no cargo por Dilma, que manifestou sua confiança nele, o ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, quer a manifestação de apoio do PR, partido do qual é presidente.

Para parlamentares do PR, a manutenção de Nascimento na Pasta não acaba com o mal-estar no partido.

O diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Luiz Antônio Pagot, afastado no sábado (2) por Dilma, fez chegar ao PR sua irritação. Ele tem dito que não aceita o afastamento e que, se for assim, prefere ser demitido, segundo contou um parlamentar. Também foram afastados o chefe de gabinete do Ministério, Mauro Barbosa Silva, o assessor Luís Tito Bonvini, e o presidente da Valec Engenharia, José das Neves.

Reportagem publicada pela revista "Veja" revela um esquema montado nos Transportes baseado na cobrança de propinas de 4% das empreiteiras e de 5% das empresas de consultoria que elaboram os projetos de obras em rodovias e ferrovias. A maior parte dos desvios, segundo a "Veja", ia para o PR e uma parcela era distribuída aos parlamentares dos Estados.

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