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sexta-feira, 22 de julho de 2011

DILMA ROUSSEFF E A CORRUPÇÃO.

Presidente Dilma Rousseff.
SÃO PAULO/BRASÍLIA (Reuters) - A recente onda de denúncias de corrupção no Ministério dos Transportes deu à presidente Dilma Rousseff uma oportunidade de ouro de assumir uma posição firme contra o tipo de desvio de recursos públicos que corrói o governo e há anos vem afugentando muitos investidores estrangeiros.

No entanto, ao intervir pessoalmente na crise e demitir vários funcionários do ministério, Dilma também enfrenta o sério risco de que um relacionamento já azedo com seus parceiros na base governista possa piorar ainda mais, deixando-a isolada politicamente e incapaz de obter a aprovação de projetos no Congresso.

A legenda que controla o Ministério dos Transportes, o Partido da República (PR), está agora quase em revolta declarada. Quase todos os dias surge a informação de que Dilma - ou o novo ministro que ela nomeou no começo do mês para limpar a pasta - ordenou o afastamento de um outro grupo de funcionários egressos do partido.

"O que está se entendendo é que todo mundo é do PR e ninguém presta", disse à Reuters o líder do partido na Câmara dos Deputados, Lincoln Portela (MG).

Se Dilma puder limpar o ministério sem que o PR deixe sua coalizão de 17 partidos, os ganhos potenciais serão enormes. Ela poderá enviar uma mensagem aos políticos brasileiros e à sociedade de modo geral de que é menos tolerante com a corrupção do que seu antecessor, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que quase foi alvo de impeachment em 2005, depois do escândalo do mensalão.

"Ela poderá ter um grande ganho com isto, um sinal de que a política mudou em relação aos anos anteriores, o que ampliaria seu apoio popular, especialmente entre a classe média", disse o cientista político Ricardo Ismael.

Há também claras implicações econômicas. Por causa da corrupção no Ministério dos Transportes e em outros órgãos, algumas empresas estrangeiras têm sido reticentes quanto a investir em infraestrutura no país.
Isso, apesar do imenso atrativo representado por mais de 1 trilhão de dólares em projetos planejados para o Brasil na próxima década, como parte dos preparativos para a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016.

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