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sexta-feira, 30 de setembro de 2011

IMPOSTOS E SAÚDE, SÃO PRINCIPAIS CAUSAS DE REJEIÇÃO DE DILMA ROUSSEF.

Brasília, 30 (AE) - Um dia depois de a presidente Dilma Rousseff ter dito que a própria população brasileira se encarregará de defender a criação de um tributo para financiar a saúde quando sentir que isso é necessário, a pesquisa CNI/Ibope mostrou um cenário inteiramente adverso para essa tese. Os piores índices de avaliação constatados pelo levantamento, divulgado hoje, foram exatamente as áreas de impostos e de saúde
De acordo com a pesquisa, o setor de saúde é o que apresenta o maior porcentual de desaprovação pelos brasileiros: 67%. Apenas 30% dos entrevistados aprovam as políticas do governo federal para o setor. Já a área de impostos é reprovada por 66% da população e apenas 27% avalizam as ações de governo nessa área.
A avaliação do gerente de pesquisas da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Renato da Fonseca, é de que esses números mostram que a população acompanha "com preocupação" o debate alimentado pelo governo de que é preciso "aumentar impostos para resolver o problema da saúde".
CPMF - Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, publicada na edição de segunda-feira, a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, admitiu que o governo defenderá a criação de um tributo nos moldes da extinta Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) para financiar a área de saúde. Na entrevista, Ideli ressalvou apenas que a escalada da crise financeira internacional impõe o adiamento desse debate para o próximo ano.
A pesquisa CNI/Ibope mostrou uma oscilação negativa de 69% para 67%, em comparação com a rodada anterior (realizada em julho), na desaprovação ao governo federal em suas ações na área da saúde. Essa variação, no entanto, ficou dentro da margem de erro do levantamento.
‘Problema sério’ - Na quinta-feira, em entrevista à TV Record, ao falar sobre a hipótese de criação de um tributo para financiar a saúde, Dilma ressaltou que não estava pedindo um aumento de impostos para ser adotado agora. "Nós vamos melhorar a gestão da saúde neste país. E quando ficar claro para a população que ela precisa de mais coisa, ela mesma vai se encarregar de pedir", argumentou a presidente.
Dilma admitiu a existência de "um problema sério de gestão" no setor da saúde. "A gente tem recursos e o uso desses recursos tem de ser melhorado", reconheceu. Ela afirmou que é preciso melhorar a qualidade dos hospitais e aumentar a quantidade de médicos.

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