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quarta-feira, 10 de abril de 2013

Megaoperação investiga desvio de dinheiro publico.


O Ministério Público brasileiro disparou  ontem uma megaoperação em 12 estados para combater crimes de corrupção  que envolvem prefeituras, políticos, empresas e servidores públicos. Até policiais foram presos.   A ação teve início pela manhã com mobilização envolvendo os seguintes estados: Bahia, Ceará, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, Rondônia e São Paulo.
No total, participaram da ação 158 promotores de Justiça e 1,3 mil policiais federais, rodoviários, civis, militares, servidores de tribunais de contas, Controladoria-Geral da União, receitas Federal e estaduais. 
O grupo  cumpriu 92 mandados de prisão, 337 mandados de busca e apreensão, 65 mandados de bloqueio de bens, e 31 mandados de afastamento das funções públicas, expedidos pelo Poder Judiciário. 
De acordo com informações do Ministério Público, a ação foi deflagrada pelo GNCOC (Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas), presidido pelo procurador-geral de Rondônia, Everton Aguiar.
De acordo com informações do Conselho Nacional de Procuradores, com sede em Rondônia, o total de verbas públicas sob suspeita de fraude de atinge R$ 1 bilhão só no estado de São Paulo. Ainda há apuração de desvio de mais R$ 146 milhões em outros 11 estados.
Em São Paulo, a operação foi centralizada na região de  Rio Preto, onde se concentram as maiores investigações. No estado foram cumpridos 13 mandados de prisão, 16 mandados de condução coercitiva e 160 mandados de busca e apreensão. No total, 79 prefeituras da região noroeste foram alvo da ação.  A operação paulista foi chamada de Fratelli, que significa irmão em italiano. O nome remete às iniciais da empresa Demop Participações. A Empresa é comandada por cinco irmãos.

Ação ocorre de norte a sul do país
Apreensões de documentos e até prisões de policiais acontecem em várias partes do Brasil
No Ceará, o Ministério Público realiza a operação “Quixeramobim Limpo II” para cumprir 30 mandados de busca e apreensão A decisão judicial atende a um pedido do MP, que já havia ajuizado no mês passado uma ação cautelar preparatória de improbidade administrativa contra 26 gestores públicos do município acusados de fraudar licitações.  Segundo o MP, os mandados incluem os domicílios do prefeito, Cirilo Pimenta, do vice-prefeito, Tarso Borges, e do procurador-geral do Município, Ricardo Alexander Cavalcante. As  diligências de hoje estão em sintonia com a operação que está ocorrendo em outros estados do país através de núcleos dos MPs estaduais que atuam nessas mesmas áreas citadas e têm o objetivo de realizar ações de combate à corrupção no Brasil.

Rio de Janeiro /O Ministério Público do Rio de Janeiro cumpriu seis mandados de prisão de integrantes do tráfico de drogas do morro da Mangueira, acusados de atuar na região e de oferecer propina a um policial.  Ainda no Rio três homens foram presos, acusados de participar de grupo que teria sonegado cerca de R$ 150 milhões com 20 empresas de fachada de comercialização de café.

Rondônia /Em Rondônia foi deflagrada a Operação Luminus para desarticular um esquema de corrupção na Prefeitura de Porto Velho que operou entre os anos de 2006 e 2012. Segundo a Promotoria, cerca de 90 policiais civis e militares cumprem mandados de prisão preventiva, busca e apreensão, bloqueio de bens e afastamento de funções públicas expedidos pelo Poder Judiciário do Estado de Rondônia. O ex-prefeito Roberto Sobrinho e o ex-vereador e presidente da Emdur (Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano) Mário Sergio Leiras Teixeira foram presos durante a operação. O grupo possui mais 20 suspeitos de envolvimento no esquema segundo a promotoria.  A quadrilha desviava dinheiro da prefeitura por meio de convênios com a Emdur, com valores superfaturados ou com empresas fantasmas, segundo a denúncia. Em Rondônia, o desvio seria de R$ 27 milhões.

Paraná /No Paraná, policiais foram presos. A operação resultou na prisão de dois delegados e um investigador da Polícia Civil por porte de armas sem registro, dentro da Operação Vortex, deflagrada em Curitiba pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). A operação foi realizada em conjunto com a Corregedoria da Polícia Civil. Um dos presos foi flagrado com U$ 98 mil e munição de uso restrito. As prisões foram consequências da operação, que previa inicialmente o cumprimento de 18 mandados de busca e apreensão na Delegacia  de Furtos e Roubos de Veículos, no 6º Distrito Policial, na Divisão de Crimes Contra o Patrimônio, nas residências de policiais e em revendedores de peças usadas de veículos.

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